sábado, 9 de julho de 2016

ATLANTIS / ATLÂNTIDA - ELOGIO DA HIBRIDAÇÃO CULTURAL


Vivemos na orla do grande «Mare Nostrum», somos Atlântides
A nossa cultura é de grande universalismo, pois somos gentes do mar, gentes de dar a volta ao mundo, de ir aonde for preciso para nossa subsistência, a dos nossos filhos.
Somos ambiciosos, sim, mas não temos uma vaidade baseada na genética. Nos defeitos mesmo somos diferentes dos povos continentais típicos, daqueles que quase não conhecem outra coisa senão paisagens de planícies e montanhas. Porque nós somos «naturalmente» vocacionados para o universalismo.
Muitos intelectuais das nossas culturas atlânticas exprimem esse universalismo. Em Portugal, o espírito de Antero de Quental, de Fernando Pessoa, de Paula Rego, de João Magueijo,  só para citar algumas pessoas célebres, vivas ou mortas, é claramente cosmopolita ou universalista.

Sem dúvida, existem bairrismos, tacanhez, como têm todos os povos. O que eu defendo aqui é que o espírito de aventura, de procurar ir mais além, de descoberta exterior e interior, está bem vivo na nossa História e que esta História é indissociável da dos outros povos da «Atlântida». Por isso, nos damos bem junto de outros povos, especialmente dos que partilham um fundo cultural e genético de povos viajantes, de nómadas, de aves de arribação.

A miscigenação é a maior demonstração prática da pseudocientificidade e imbecilidade do racismo. O povo de Portugal ou os seus descendentes, cultural e geneticamente presentes em todo o Atlântico, de um lado e do outro, nos hemisférios Norte e Sul…eis a prova mais evidente do «vigor dos híbridos».

Penso que a globalização dos humildes está muito mais adiantada que a globalização da elite do poder e do dinheiro. 
Primeiro, houve necessariamente a globalização resultante do entendimento espontâneo entre pessoas de diferentes povos, condição primeira para que uma comunidade emigrada se integre no país de acolhimento. 
Foi por isso que a globalização capitalista se tornou possível e «rentável» e não ao contrário, como – muitas vezes - nos querem fazer crer.


ATLANTIS
The continent of Atlantis was an island
Which lay before the great flood
In the area we now call the Atlantic Ocean.
So great an area of land,
That from her western shores
Those beautiful sailors journeyed
To the South and the North Americas with ease,
In their ships with painted sails.
To the East Africa was a neighbour,
Across a short strait of sea miles.
The great Egyptian age is
But a remnant of The Atlantian culture.
The antediluvian kings colonised the world
All the Gods who play in the mythological dramas
In all legends from all lands were from far Atlantis.
Knowing her fate,
Atlantis sent out ships to all corners of the Earth.
On board were the Twelve:
The poet, the physician, The farmer, the scientist,
The magician and the other so-called Gods of our legends.
Though Gods they were -
And as the elders of our time choose to remain blind
Let us rejoice
And let us sing
And dance and ring in the new Hail Atlantis!
Way down below the ocean where I wanna be she may be,
Way down below the ocean where I wanna be she may be,
Way down below the ocean where I wanna be she may be.
Way down below the ocean where I wanna be she may be,
Way down below the ocean where I wanna be she may be.
My antediluvian baby, oh yeah yeah, yeah yeah yeah,
I wanna see you some day
My antediluvian baby, oh yeah yeah, yeah yeah yeah,
My antediluvian baby,